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A ESCOLINHA DE AGROECOLOGIA DA REGIÃO NORTE FLUMINENSE: RE-CONSTRUINDO CONHECIMENTOS DE FORMA PARTICIPATIVA .



                        

Experiência: A ESCOLINHA DE AGROECOLOGIA DA REGIÃO NORTE FLUMINENSE: RE-CONSTRUINDO CONHECIMENTOS DE FORMA PARTICIPATIVA .

Ano Publicação: 2000
A Escolinha de Agroecologia é uma experiência de educação alternativa construída pelos Agentes da Comissão Pastoral da Terra (CPT) da Região Norte do Estado do Rio de Janeiro junto ás comunidades de assentados e assentadas da Reforma Agrária: camponeses e camponesas ligados ao movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e ao Movimento Sindical. Um dos objetivos principais da Escolinha é propor alternativas ao monocultivo da cana-de-açúcar e ao uso indiscriminado de agrotóxicos nas lavouras.
O Sonho iniciou-se em 2001, fundamentado em encontros de formação da CPT e se efetivou em abril 2005, quando a Escolinha passou a funcionar nas instalações da Universidade Federal Fluminense em Campos. Hoje a Escolinha funciona no assentamento Zumbi dos Palmares em Campos, onde uma vez por mês reúnem-se camponeses/as, estudantes universitários e agentes da CPT para estudar teorias e práticas sobre Agroecologia. Já passaram pela Escolinha cerca de 160 pessoas, sendo a maioria de agricultores familiares, com grande participação de jovens e mulheres.
A experiência da Escolinha está contribuindo para que os pequenos agricultores façam com mais segurança a transição do cultivo convencional para o agroecológico, resgatando conhecimentos tradicionais e dialogando com a pesquisa na área da Agroecologia. A Escolinha é coordenada pela CPT e conta com o apoio para facilitação e monitoramento de alguns professores universitários, conhecedores e comprometidos com a causa da Agroecologia. O curso oferece a possibilidade dos camponeses se apropriarem de técnicas alternativas para o manuseio das diferentes culturas agrícolas, valendo-se de metodologias simples para o aprendizado, tais como exposições, leitura de textos, debates e trabalhos em grupos. Ocorrem também as oficinas de produção de memórias das aulas e de alguns insumos agroecológicos, produtos estes que serão utilizados para o manejo e o controle biológico das lavouras.
A Escolinha de Agroecologia funciona também como um espaço de articulação da agricultura familiar da região, promovendo debates acerca dos problemas vivenciados pelos agricultores, e das possíveis soluções para combatê-los. Um exemplo marcante disto é que a partir das dificuldades de comercialização encontradas por alguns dos agricultores participantes, somadas à articulação promovida pela Escolinha, criou-se base para uma feira de produtos agroecológicos na Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), onde as famílias envolvidas se viabilizam economicamente e fortalecem ainda mais sua identidade agroecológica.
Atualmente a Escolinha se mantém com recursos da CPT, porém este recurso é pouco e limitado, evidenciando o maior entrave ao desenvolvimento desta experiência. A escassez de recursos dificulta a ação dos agentes da Pastoral no acompanhamento das experiências no campo, onde a aplicação dos conhecimentos gerados na Escolinha se dá efetivamente. Em contraponto a toda esta situação, vemos na região o agronegócio da cana-de-açúcar e do eucalipto ganhando cada vez mais força, recebendo cada vez mais investimentos, e reproduzindo a passos largos a degradação ambiental e a desigualdade social bastante característicos desta localidade.
Autor(es):

CPT Campos/R J-Comissão Pastoral da Terra
UENF -Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro

Relator(es):

Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro

Anexos
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Áreas Temáticas
 Construção do Conhecimento Agroecológico

Áreas Geográficas
 Campos dos Goytacazes
  Construção do Conhecimento Agroecológico

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