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Consolidação do Núcleo de Desenvolvimento de Insumos Biológicos para a Agricultura



                        

Experiência: Consolidação do Núcleo de Desenvolvimento de Insumos Biológicos para a Agricultura

Ano Publicação: 2000
1. A geração de tecnologias de base biológica na forma de inoculantes, substratos enriquecidos biologicamente e fertilizantes orgânicos é parte fundamental de um conjunto estratégico de ações para desenvolvimento de alternativas de produção agrícola economicamente viável e ecologicamente sustentáveis. A biota do solo e os processos microbianos por ela desempenhados assumem papel central em programas de pesquisa dedicados a geração de insumos biológicos promotores do crescimento vegetal. Processos naturais amplamente conhecidos como a fixação biológica de nitrogênio (FBN), solubilização de fosfatos, incremento na eficiência de absorção de elementos pouco móveis no solo (p.ex., fósforo), produção de agentes antimicrobianos (antibiose) e de moléculas bioativas estimuladoras do crescimento e desenvolvimento são desempenhados por diferentes espécies da comunidade bacteriana promotora de crescimento. As bactérias promotoras de crescimento vegetal (BPCV) representam uma parcela funcionalmente ativa da biota do solo presente no solo, rizosfera, rizoplano e no interior da planta hospedeira. Estas podem promover o crescimento das plantas direta ou indiretamente pela expressão de efeitos biofertilizantes, efeitos bioestimulantes e por mecanismos ligados a proteção vegetal contra microrganismos fitopatogênicos (biocontrole). A associação de microrganismos com a matéria orgânica estabilizada e suas frações é parte indispensável de um pacote de processos tecnológicos propostos por nosso grupo em projetos anteriores para serem empregados para introdução, estabelecimento e maximização da atividade destes microrganismos. A matéria orgânica humifica apresenta, quando em solução, capacidade de estimular o crescimento radicular. A possibilidade de direcionamento de processos de transformação da matéria orgânica mediante a manipulação de microrganismos e de precursores bioquímicos de compostos bioestimulantes representa um leque de opções pouco explorado na pesquisa agropecuária.
2. Em 2008 foi criado o Núcleo de Desenvolvimento de Insumos de Base Biológica para a Agricultura (NUDIBA) na UENF em Campos dos Goytacazes, RJ. Trata-se de um consórcio transdisciplinar e inter-institucional voltado para geração de insumos para agricultura de base biológica. Com sede própria, inaugurada em maio de 2009, o trabalho do NUDIBA está alicerçado sobre 3 pilares: Química do Húmus, Processos Biológicos e Respostas dos Vegetais. Processos em ciência & tecnologia são desenvolvidos em parcerias com pequenas empresas e movimentos sociais. Compõe o NUDIBA pesquisadores de diversas instituições e universidades nacionais e estrangeiras (UFRRJ, EMBRAPA, UFPR, USP/ESALQ, UFRGS, Universidade de Nápoles, Universidade Agrária de Havana, Cuba, Universidade de Dundee, UK). Nesse momento estão em formação no NUDIBA quatro alunos de graduação, três trabalhos de mestrado e quatro de doutorado. Biólogos e Engenheiros Agrônomos tem oportunidade de estágios e treinamento com bolsas. Os recursos para funcionamento do NUDIBA foram obtidos com a FAPERJ, CNPq, CAPES e International Foudation of Science (IFS). Atualmente a experiência foi incorporada como iniciativa do INCT para Fixação Biológica de Nitrogênio.
3. Tomada como disciplina científica a Agroecologia necessita de profissionais formados com uma lógica diversa da normalmente encontrada na academia, incorporando aspectos práticos e teóricos associados a produção de conhecimento bem como sua contextualização histórica e material voltados para superação da crise civilizatória engendrada pelo atual modelo de produção. Dentro de suas limitações, o NUDIBA se propõe como espaço disponível para formação desse novo pesquisador. Para isso, uma série de experiências baseada na metodologia agricultor-pesquisador estão em andamento em Campos e Piraí, RJ
4. Equipe formadora do Nudiba: Luciano P. Canellas (Química do Húmus), Fábio Olivares (Processos Microbiológicos), Arnoldo R. Façanha (Bioenergética Vegetal). Eduardo Sá Mendonça (UFV), Zé Gulherme (EMBRAPA), Zé Antônio Espíndola (EMBRAPA), Ivo Baldani (EMBRAPA), Verônica Reis (EMBRAPA), Leonardo Médici (UFFRJ), Victor Rumjanek (UFRRJ), Emanuel Maltempi (UFPR), Lázaro Peres (USP/ESALQ) Flávio Camargo (UFRGS), Fernado Guridi (UNAH), Riccardo Spaccini (UNINA), Eua James (Dundee Univ). Discentes: Leonardo B. Dobbss, Daniel Zandonadi, Dayrellis B. Martinez, Roberto B. Marques Jr, Janaína H. Rima, Débora de Jesus, Luiz Gonzaga, Carol, Manu, Natália Aguiar, Anne Quintanilha, Silvia, Erineudo, Lílian B. Baldotto, Marihus Baldotto
Autor(es):

UENF -Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro

Relator(es):

Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro


Áreas Geográficas
 Campos dos Goytacazes

Comentários
Nome E-mail Comentário Data Inclusão
Alice Calheiros de Melo Espíndola calheiros_espindola@hotmail.com Uma vertente interessante é se pesquisar plantas de solos (oligotróficos), e ver os mecanismos de absorção das plantas nativas. 13/04/2012