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DIVERSIFICAÇÃO NA PEQUENA PROPRIEDADE, UMA FORMA DE GARANTIR A RENDA EM POUCO ESPAÇO, RESPEITANDO A NATUREZA ATRAVÉS SISTEMA AGROFLORESTAL NA COMUNIDADE NOVA ESERANÇA, MUNICIPIO DE VALENÇA, BAIXO SUL DA BAHIA



                        

Experiência: DIVERSIFICAÇÃO NA PEQUENA PROPRIEDADE, UMA FORMA DE GARANTIR A RENDA EM POUCO ESPAÇO, RESPEITANDO A NATUREZA ATRAVÉS SISTEMA AGROFLORESTAL NA COMUNIDADE NOVA ESERANÇA, MUNICIPIO DE VALENÇA, BAIXO SUL DA BAHIA

Chamada: Diversificação da agricultura familiar

Ano Publicação: 2016
Antônio dos Santos, 55 anos, agricultor, morador na comunidade Nova Esperança há mais de 20 anos, seu primeiro plantio foi da cultura da mandioca, depois plantou o guaraná, entretanto com o baixo valor de venda do guaraná no mercado, elefoi obrigado a eliminar a cultura do guaranazeiro e buscar alternativas para manter sustento da família. Desta forma surgiu à ideia de diversificar a propriedade com outras plantações, haja vista que a cultura da mandioca sozinha não garantia comida na mesa durante o ano todo por conta do intervalo entre uma colheira e outra, uma vez que sua área era pequena cerca tendo cerca de 8 ha.

Unindo força com seus familiares, Seu Antônio iniciou o processo de diversificação introduzindo as seguintes culturas: cacau, banana, coco, laranja, entre outras fruteiras, criação de animais a pasto em pequena escala, e por ultimo vem apostando na criação de abelha sem ferrão.
Anteriormente a família de Sr. Antônio trabalhava em fazendas na região, haja vista que se têm grandes fazendas nas proximidades. Com aquisição de seu “pedaço de chão” perceptível na sua fala “a vida da família ficou melhor, pois provava pela primeira vez do sentimento de tá com os pés numa terra sua legalmente”. Inicialmente plantou três pés de cacau, porém não deu muito importância no primeiro momento por conta de muitos relatos de vizinhos de que a terra era fraca e não produzia cacau, e assim tinha a cultura principal que garantia o sustento da família a mandioca.
A mandioca de fato se faz presente até os dias de hoje tanto na propriedade do Sr. Antônio assim como nas propriedades de seus vizinhos, daí já da pra perceber que o quanto é importante para esta comunidade o plantio de mandioca, ao longo de varias gerações estando presente, a mandioca é símbolo de destaque na vida de todos da comunidade Nova Esperança, pois além de está presente na base alimentar e de garantir renda para a Unidade Familiar, é responsável promover boas relações todos nessa localidade por meio dos mutirões seja na roça ou na casa de fazer farinha, desta forma, todos se ajudam, economiza com recurso de mão de obra e ainda permite uma boa comunicação entre eles.
Mas como mencionado antes, a mandioca não é o carro chefe da propriedade de Sr. Antônio, parte dá área plantada rotineiramente pela cultura da mandioca teve que dá espaço a cultura do cacaueiro que segue formando suas belas florestas produtivas e trazendo não só satisfação financeira para esta família, mas também uma satisfação pessoal que é perceptível no brilhar dos olhos de Sr. Antônio quando fala de sua roça de cacau. O cacau obrigatoriamente necessita de certa percentagem de sombra para produzir com excelência, caraterística que não foi tão difícil de ser identificada pelo agricultor, desta forma optou por compor a sombra com fruteiras de porte mais alto como é o caso da cajazeira, caju, espécies da mata nativas entre outros e assim é composto seu SAF (Sistema Agroflorestal).
O ataque de vassoura de bruxa (doença que ataca a cultura do cacau) é hoje um dos principais problemas nesta propriedade assim com em outras, porém com orientações da Secretaria de Agricultura de Valença (município que está localizado a propriedade) vem sendo realizando um manejo adequado realizando podas e retiradas das partes afetadas pelo fungo patógeno, e aplicação de cau virgem em forma de pulverização nas folhas tem rendido resultados positivos.
A renda da família vem unicamente desta propriedade de cerca de 8 ha, desta forma A agricultor Antônio dos Santos, tem orgulho em dizer que “foi aprendendo a observar as plantas no dia a dia na roça que conseguiu saber o que elas precisavam pra produzirem bons frutos se destruir a natureza”. Destaca ainda a utilização de adubos produzidos na propriedade, através baias dos suínos e esterco de curral onde são aproveitados para fazer compostagem que faz a adubação do seu sistema se gastar com dinheiro para comprar de fertilizante químico.
Autor(es):

Núcleo de Estudo em Agroecologia - Nea-Trilhas

Relator(es):

Amia Carina Spineli

Anexos
  frm_exp_geral_ex_anexos_0_1400_qu ()
  frm_exp_geral_ex_anexos_1_1400_qu ()
  frm_exp_geral_ex_anexos_2_1400_qu ()

Áreas Temáticas
 Sistemas Agroflorestais e Agroextrativismo
 Desenvolvimento Rural
 Acesso à Terra
 Crédito
 Desenvolvimento Local

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